PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE DESASTRES NATURAIS comente aqui

O município de Ouro Preto figura hoje entre os mais propensos a escorregamentos de encostas no Brasil, segundo estudo do Ministério das Cidades. Este fato evidencia a necessidade e urgência de uma intervenção imediata nas áreas mais suscetíveis e vulneráveis, assim como levantamentos geológicos e geotécnicos mais sistemáticos, instrumentações técnicas e soluções em engenharia.

Neste contexto, o Programa Municipal de Prevenção de Desastres Naturais foi lançado nesta segunda-feira, dia 13/08/2012, pelo prefeito Ângelo Oswaldo de Araújo Santos (sócio honorário do RCOP), afinando a sintonia de Ouro Preto com o plano nacional anunciado quarta-feira passada pela presidente Dilma Rousseff. Desta forma, a Prefeitura de Ouro Preto está pronta para atuar em conjunto com os governos federal e estadual, na tentativa de planejar ações e minimizar danos causados ao patrimônio e aos cidadãos no período de chuvas.

Segundo o prefeito, o Programa Municipal prevê a articulação de diversos organismos e instituições, que vão garantir sólida base técnica e científica para ações igualmente compartilhadas. O Programa já prevê informação permanente à Prefeitura, apoio técnico e investimento em obras a serem priorizadas. Ângelo Oswaldo ressaltou o papel decisivo da UFOP, por meio da Escola de Minas, do IFMG e da Fundação Gorceix, bem como da Fundação Victor Dequech e empresas da região. O geólogo da Prefeitura, Charles Romazamu Murta, é o coordenador do monitoramento das áreas de risco, devendo agir em consonância com a COMDEC e as Secretarias de Obras, Patrimônio, Agropecuária e Meio Ambiente.

Uma das fontes para criação do Programa e sua execução em nosso município é a elaboração da chamada “Carta de Riscos Geotécnicos da Área Urbana de Ouro Preto”. Este documento é fruto de pesquisas lideradas pelos professores Romero César Gomes (DECIV/EM/UFOP) e Frederico Sobreira (DEAMB/EM/UFOP) desde 2001. Trata-se de um instrumento básico para a implementação de quaisquer políticas de planejamento urbano e possui diferentes bases de engenharia e monitoramento na sua elaboração. O estudo compreendeu etapas compostas por inventário e avaliação sistêmica dos escorregamentos de massa ocorridos, caracterização do meio físico, monitoramento de área, previsão de novos eventos extremos e a minimização dos riscos. A carta ainda propõe a implantação de uma série de ações e recomendações em sintonia com as declividades acentuadas e a geologia singular de Ouro Preto.

A cerimônia de lançamento do Programa foi prestigiada por representantes de diversas entidades, entre elas UFOP, Escola de Minas, Fundação Gorceix, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar. O RCOP  estava presente por intermédio dos companheiros Maria Cristina Cairo Silva, Antônio Gomes de Araújo e Leonardo Barbosa Godefroid.

Este texto e as fotos a seguir foram gentilmente preparados por Marilene Monteiro, Superintendente de Gabinete da Prefeitura de Ouro Preto. Marilene é irmã de nossa companheira Margareth Monteiro.

 

 

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